segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O oco do mundo

Eu tô é no oco da mente onde o eco do silêncio por demais se sente, No oco do coração, achando ledamente que daí se apruma uma revolução; juntando na concha da mão as miudezas de uma paixão. Ah, pois. Se vive é no oco do viver, o despropósito sem causa pá todo mundo vê. Se vai indo, vai indo sem o aperreio do tempo que tá só se exaurindo. Quando dá por sí já é o tardar, é a vontade do tempo regressar. O cabra ainda peleja por se ser mas o que vai caber a ele mehmo é só o morrer. Pois que seja, o golpe do destino na capa da Veja, o raleamento das funções dos sofregos cidadões. O eco da guéla se aprumando de com força nos ouvidos pungidos. a morte desses félas é a querência dos fudidos. Pois se deixa estar. Que falar por falar é ato de escassa eficácia. É melhor por deixar o passamento do tempo. de modo que esse desalento tem o seu lugar na boca dos que vão contar lá pra lá.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pois às vezes consigo arrancar sorrisos de instabilidades joviais, consigo esquecer de amores inesquecíveis; às vezes consigo ler poesia nas noites de nuvens roxas das entrequadras e rabiscar versos medíocres nos corpos de mulheres que penso amar

Um quadro

Havia balbucios de notas chamegadas Havia uma noite de estrelas pingadas Havia também uma bicicleta, mas nem um pouco seleta O amor nos faz parar no tempo E se não há tempo, não há o que querer...