domingo, 29 de março de 2015

Oxe! Tem mais é que se viver

O costume de gente cisma em ser um só. Sem vario de ideias. O povo vai se agarrando ao bocado pouco que se aprende a depender. Aí é de toda sorte a querência pobre da gente: desde do escutar constante e repetido da cantiga que se apraz, até a batição de prosa que corresponda ao proceder de suas vidas cheias de preconceito, de denotações e de riquezas descabidas. Parece até que as discrepâncias são de todo rejeitadas, preconceituadas; porque são temidas. Se disse já que tudo que é da alçada do novo, do inaudito, causa naqueles já estabelecidos toda sorte de temor. Aí se vai levando o viver pelas veredas mesmas que as pernas se doutrinaram caminhar. Ah!, pois, este mundo véi escamoteia a largo as belezas todas que nossos olhos nem se atreveram tocar, que nossos ouvidos nem escutaram... e que nossas ideias nem sonharam conceber. Acho mesmo é que tá aí o propósito constante do viver: desgarrar por aí sem temência de medo, de desconhecido. Porque se não carecia da gente se estacar único na nossa ignorância confinada, igual bicho de curral. Tem mais é que se ir. Tem mais é que se viver.

quarta-feira, 18 de março de 2015

expõe tu
ao acaso que se oferece a ti
da vida e seu descaso
põe tu
a sorrir

percepções de um ator

ser sincero
é
estar no estado
zero