segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Ride my bicycle
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
CLARO
sábado, 30 de junho de 2012
em um banco de Igreja anexado à uma conta
terça-feira, 12 de junho de 2012
DAS EXPECTATIVAS
quarta-feira, 6 de junho de 2012
São Paulo, dia 12 de janeiro de 2009
Em uma escuridão de irrevogáveis esperanças,
vozes lacrimosas berram à felicidade.
Todos os sinais fechados.
Túmulos se abrem
sobre o céu longínquo
da Av. Paulista e almas perdidas entram dentro.
Todos os sinais fechados.
De fato nada mudou, a tradução do mundo
continua sendo a tristeza
A tristeza...
Todos os sinais fechados.
Todos por uma busca vã,
por uma crença de vidro,
por um amor inexistente.
Avenidas em X
marcam onde jaz meu corpo ermo;
vidas se arrastando pelos longos caminhos
de longas avenidas
e no entanto,
todos os sinais fechados.
domingo, 3 de junho de 2012
O amor
Estava eu na universidade...
- Universidade de cu é roala! Interrompeu-me Jack sem variar a expressão neutra de seus olhos rasos, com uma xícara de café prestes a tocar seus lábios.
Sim, sim. Estava eu em uma daquelas aulas, só mesmo por estar, quando derrepente surpreende-me pousando intimamente o braço sobre meu ombro um moleque, meu colega - veja bem que não é amigo. Se posso confiar na memória, diria que nos vimos duas ou três vezes cruzando, ambos apressadamente, os corredores da universidade.
- Universidade de cu é rola!
Sim, sim. Apoiou o braço gentilmente e confortavelmente e ficou a olhar alguma coisa que eu desempenhava que não me lembro bem... ou me lembro e não quero te dizer para não lhe dar motivo de zuar com minha cara.
- Já sei, você estava bolando um beck!
- Não, não.
- Uê? Você não estava na UnB?
Em fim. E aí o moleque ficou olhando, olhando, eu olhando para ele e ele com aquele sorriso que não estava na boca, mas que transbordava pelos olhos. Meio sem jeito e um pouco incomodado perguntei-lhe se lhe agradava o que eu estava a fazer. Disse prontamente que sim e chegou a fazer alguns comentários elogiosos, não a toa para me deixar mais confortável, a final estávamos muito próximos um do outro, sendo que não existia entre nossa relação de colegas nenhuma intimidade, mas, acredito, para contribuir com o que eu desempenhava.
Em uma situação dessas, Jack, creio que a maioria das pessoas, as pessoas que não estão a receber a pressão do toque do amor, falariam por falar, sem realmente considerar o que eu estava a fazer; diferente desse moleque que além de ter me dado uns toques de como melhorar o meu trabalho elogiou o que não precisava melhorar.
- O moleque estava sobre a pressão do toque do amor?
Sim. E eu nem desconfiava. Fui saber muito depois quando a aula terminou e ficamos a conversar sobre a vida embaixo de um céu pobre e escuro. Insisto em dizer que o moleque era apenas meu colega, não amigo; apenas o vi algumas vezes nos corredores da Univer...
Jack já ageitava os lábios para dizer sua frase de rotina. Interrompendo a minha, não lhe dei chance para dize-la.
- Então o grande lance disso tudo é...? - Falou com certa impaciência esperando a resposta e soltando pelo nariz uma forte rajada de ar que eu pensava trazer impurezas já que era bastante ruidosa.
O grande lance, Jack, é que o amor transforma as pessoas! O grande lance é que o amor faz coisas com os apaixonados que nada poderia fazer igual.
- Nem a maconha?
Nada! O grande lance é que o amor evita guerras, evita o ódio, evita o demônio, cara! Era um moleque que eu nem conhecia... era daquele tipo de pessoas que só temos conhecimento pois em algum momento da vida, que refutamos gravar na memória, cumprimentamos de passagem nos corredores; e aí ele me vem apoiar o braço no meu ombro e puxar conversa? Poxa! O moleque devia estar muito feliz. Muito feliz para quebrar todas as frias formalidades, cruzar um espaço considerável para chegar a mim, aproximar de mim, e bem perto, apoiar o braço sobre meu ombro e ali ficar por muito tempo - tendo em vista que não tínhamos nenhuma intimidade, então foi muito tempo.
- É... a paixão é pra poucos... Admiro esse moleque. Se existem pessoas, como eu, que vivem em busca da lombra eterna, outras, como esse moleque aí, já a encontraram. O amor é a maior das lombras. Estar apaixonado é a brisa mais forte já sentida.
Então! O foda é que o moleque insistiu na felicidade, a fez durar enquanto ainda havia dia, conversando comigo, só nós dois, ao final da aula.
- Embaixo de um céu pobre e escuro?
Sim! Ficamos conversando por muito tempo. Ele me falando de coisas que certamente eu não falaria a um colega cujas relações não passavam de escassos cumprimentos em corredores. Coisas de sua vida, coisas íntimas, sabe? E eu a ouvi-lo atentamente impressionando-me cada vez mais com sua sinceridade. Ele se empenhava em me contar as coisas, parecia empolgado demais por estar vivo; a felicidade não lhe cabia, era necessário dividi-la com as pessoas sortudas que o rodeavam e eu, por acaso, era uma delas.
Tudo se fez mais claro, Jack, quando ele recebeu uma ligação e de sua boca risonha e branca ouço "amor". Aí, então tudo fez sentido.
- Caralho..!
Pois é. Depois de um tempo um carro chega e ele diz que tem que ir. Ele se afasta e tenho a impressão de que está pulando de alegria, mas é só impressão mesmo.
- Você tinha fumado?
Não, pô. Ele chega perto do carro e dele desce um cara alto, magro, bem arrumado que lhe beija a boca.
- Ah! o moleque era gay!
Sim. Os dois entram no carro e vão embora tendo como trilha Give me all you luvin da Madonna.
- Pois é... como eu disse a paixão é pra poucos... Diria que atualmente só pros gays. O relacionamento hétero é uma coisa falida, sabia?. As mulheres já não aceitam simplesmente abrir suas bucetas permitindo a entrada de um pau, preferem que sejam acariciadas por uma língua, de preferência feminina.
Isso é porque você está andando muito com esse povo da UnB, Jack.
- Você acha?
Sim.
Embora esperasse que dissesse algo, Jack apenas deu aos olhos um caráter perdido e aproximou sua xícara aos lábios.
domingo, 18 de março de 2012
Conversas 18/03/2012
Depois de um, em princípio meio malemolente, mas no final agradável e feliz, dia de trabalho, ofereço, como gentil camarada que sou, uma carona para meu amigo e meu semelhante Joli - as pessoas o chamam de Dom Joli - algumas apenas. Entramos no carro e antes mesmo que lhe perguntasse, ele já me trouxe a resposta - um beck. Vejam o motivo pelo qual lhe ofereci carona... Fomos conversando coisas mornas - se comparadas às seguintes - até que uma espécie de madeira lascada enganchou no assoalho do carro, como um lança belicamente preparada por um samurai. Então a conversa ganhara outros ares.
Faremos a verdade. Se algum filho da puta nos vier perguntar o que propriamente fazemos, que estilo, que gênero, que porra, no teatro, diremos Faremos a Verdade. É sobre tudo. Tudo que vivemos contemporaneamente na sociedade e da consequência da sociedade, da civilização, das culturas, da Matrix, do Sistema... É sobre isso, porra.
As redes sociais, talvez, tenham uma grande participação nisso. Agora as pessoas estão ficando mais sabidas, mais detentoras e proprietárias dos conhecimentos, eu diria. Ainda que a isso não busquem, já que até o que você não deveria saber, acaba sabendo por causa do fecebook (pois é, minha ex deve estar rindo de mim por causa daquele post melancólico...) You Tube mostrando livremente opiniões que nem na puta que o pariu seriam mostradas na TV, que é uma das maiores armas Deles, ou pelo menos era. É hora desses putos trancarem o cu e temerem, por exemplo, um sequestro... não, sequestro é sacanagem... um estupro da filhinha deles por um negão bem pirocudo em troca de algumas exigências que incluem, no mínimo, o cumprimento (ou comprimento não sei como escreve essa porra) dos nossos direitos previsto na Constituição; e a longo prazo: em troca de "ninguém precisar pagar nada para ninguém e ninguém precisar arrebanhar as almas de ninguém" - a Matrix não precisará ser construída, caralho! E coisas do tipo.
Falemos disso no teatro, ou o teatro disso. Só há um tema a ser tratado, o que vai mudar serão as formas que receberão esse tema. Daí, então, será original. Inovador e a porra toda. Será o seu jeito de se fazer bem, só você sabe como é. Subiremos no palco para sentir vontade de ter algo foda a dizer. Assumindo riscos, é claro, de dizer coisas perigosas para Alguns, o risco de ser processado pelas diversas instituições estabelecidas - não criadas - pelo Sistema. Mas afinal qual o nosso papel, caralho? Digo, enquanto artistas? E certamente nada mudará, mas tem quem pague para ver o oco.
Chegamos a lembrar com muita empolgação e com lágrimas nos olhos alguns trabalhos que nos fizeram isso, ou parecido. Dom Joli citou "Adubo ou a sutil arte de escoar pelo ralo" e um documentário que não me lembro precisamente agora... "Aqui que estamos por vós esperamos", acho... Eu disse "In on It". Ele compreendeu, ainda que não tivesse visto a peça, quando disse que chorei quando assisti.
Diremos esse tipo de verdade, algo que nos cause algo ainda mais que risadas passageiras. Queremos algo de durável e talvez, até, eterno nos corações do público dessa contemporaneidade. Não só falaremos o que todos, ainda que não sabem, estão sequiosos por saberem, como nos faremos compreendidos. Sem viajar tipo UnB e essas porra do tipo. Por isto será durável e talvez eterno, pois será um ponto a mais em nossas vidas - e não apenas algo que repetimos, devido à moda, para, também, ganharmos dinheiro, herdeiros de uma Culpa que foi da Mãe. (sacou?)
O que me ocorre: Um velho bem fudido, beirando o túmulo, falando para um mancebo rosado sobre a "Matrix". O que eles escondem de nós; porquê. O que vai acontecer no futuro quando toda internet, meio que por enquanto distribuidora Ltda de opiniões, ficará severamente fiscalizada por Eles; e isso foi ficando cômodo desde quando os blogs começaram a pagar para o ECADE cada link do you tube postado. E é um velho que fala; ele vê isso acontecer desde muitos e muitos anos; desde as primeiras pentadas violentas em seu cu, as quais ele não viu, ou viu e não resistiu, deixando-as entrar pelo menos com camisinha. Fala também de George Clooney que foi preso com seu pai decrépito em um protesto contra a ditadura assassina que atualmente rola na Líbia e as consequências que isso gera (Confere, Dom?) Fala de por que escrever"Deus" com letra maiúscula quando está se referindo ao deus mais rico que é dono, até, de um país. Fala também que existem pessoas dormindo nas ruas e, porra, ninguém está fazendo nada para mudar isso; nos acostumamos, como as encarcadas. E só tenderemos a nos acostumar com coisas piores - se nada for feito... V... Fala também que Eles nos prometeram cuidados, prometeram cuidar de nós quando não mais poderemos trabalhar para Eles. Mas porra nenhuma! Prometeram essa merda em troca de uma vida de escravidão suavizada. E o que é pior, Eles nos fizeram dependentes dos Seus cuidados. E ele também fala de que a sua mãe, aquela burra, acreditava, sem flexibilidade, que a avó dele não morreria, ou não queria acreditar; sendo que aquele véia já estava com quase 104 anos. Fala também que viveu de perto o processo que sua vó, antes de morrer, passou até desaprender a sorrir, depois que as visitas dela ao hospital começaram a ser frequentes, como se estivesse preparando-se para morrer.
Depois disso, o velho recebe um chute categórico no cu, desferido pelo mancebo. Black out lentamente...
Na parte da atuação, é como se o ator tivesse a necessidade de apresentar aquela peça; como se sua interpretação, sua arte, o que ele dirá, tiver necessidade de existir. Porque se não ele achará gratuito, bobo. Não sentirá necessidade de fazer graça, ou fazer bonito, ou ser foda. Será engraçado naturalmente. Será simplesmente ele. Verdadeiro e nada mais. Para ele o riso será também o trágico.
Ocorre-me: uma espécie de palestra em que vídeos, no telão, a guie. Uma espécie de palestra... Meio que um futuro presidente dos EUA combinando novas estratégias de se manter no poder, ideologicamente e financeiramente. Aí ele explica estratégias passadas de como conseguiu escravizar as pessoas, ideologicamente e financeiramente; e como, a partir de então, no futuro, conseguirá, já que muitas mentes estão sendo desconectadas da matrix. E como o espectador olhará essa encenação, ideologicamente e financeiramente. Tipo isso...
Ocorre também: um cara do futuro com roupas modernas, um jeito de falar estranho, zombando violentamente, e com razão, dos hábitos que adotamos hoje. Tipo "a futilidade de como eles deformavam seus corpos, de todas as maneiras possíveis, mesmo que não quisessem, só para estarem dentro do que o sistema julgou, e claro que com base nos critérios idiossincráticos, certo para o momento." E de outras coisas mais. Ele zomba de como acreditávamos em um Deus. E de como certas Pessoas faziam para arrebanhar outras... E no final ele conta o seu presente; a evolução dos mais fortes, daqueles que sobreviveram depois de uma guerra civil causada por algumas instituições que foram ditas, por Eles, de terroristas; mas só por Eles e mais ninguém.
Ocorre: (e dessa vez acho que poderemos encontrar uma originalidade) Não deveria ter personagem. Não deveria ter historinhas. Nem porra nenhuma. E que os atores ou ator diria o que tem a dizer ele mesmo, com o que ele tem de melhor. Sendo ele mesmo. Uma interação violentíssima com a plateia. Criar uma intimidade foda com nego que você nem conhece, porque você vai estar falando sua verdade para ele, se abrindo; fazendo, assim, com que ele, espectador, também se abra para se criar um puta diálogo.
Falemos o que tem de ser dito e nada mais. Falemos sobre a verdade e com verdade. Se não formos nós, será um outro filho da puta.
O que também diz respeito a tudo isso. Por favor veja:
http://www.youtube.com/watch?v=F6fl5fq6qLs&feature=fvwrel
http://www.youtube.com/watch?v=_IdV7FI8_sw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=HTF9uqmLs3k&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=UueCjRrQLM4&ob=av2n
http://www.youtube.com/watch?v=0nSzFklhJzg
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Jack e Eu
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Ora dor, ora poucas felicidades
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
POEMA PARA ALICE
fecha as cortinas
libertina?
