segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Um dia antes do depois de tudo...

Você não precisa se importar. Definitivamente não! Mas o fato é que são pensamentos antiquados de mais esses meus. Fico perguntando que porra de insistência é essa em te querer. O ser humano é muito filho da puta mesmo, sempre eternizando coisas esgotáveis; desejando passados únicos que só poderiam ter existido onde existiram.
Por mais fudido que seja o hoje, parece ser uma opção bem mais sensata a se tomar a nossos sonhos de futuros que nunca chegaram. Você lembra deles? Tanto faz, já não têm mais sentido agora.
Certamente vai ser uma merda te ver amanhã. Talvez seria melhor vc aproveitar sua curta estadia ao lado de sua família, mostrando a eles os seus pensamentos corretos e exemplares que você tem sobre a vida. E não me ver apenas por compaixão e por uma puta troca de gentilezas falsas.
Agora eu sei porque me chamaram de louco. Nunca aceitei viver como eles, presos em tradicionalismos, vivendo sonhos convencionados e nada originais. Mas talvez eu tenha aprendido bastante. Talvez eu tenha percebido o quanto de tristeza e desespero existe nessa porra de presente. O futuro que planejamos não tem valor algum, pode até ter tido, mas, agora, não mais. Ele morreu abandonado como geralmente acontecem com os sonhos peculiares e originais. Talvez eu tenha aprendido muita coisa. Você não?
Tenho tido nas mãos muitos seios e bucetas que qualquer jogador de futebol invejaria. Tudo tem sido diferente agora. As coisas mudam, como tem de ser. Pra você não? Talvez amanhã ou depois ou em breve, sei que em breve, eu acorde comemorando a morte desta crença escrota que eu tenho sobre amor. Não quero dizer coisas que pareçam certezas, mas o fato é que jé existem realidades fudidas de mais para nos fazer chorar. Então que se foda todo resto!

Encontro com Carol, depois de tudo...

Ela diz estar em Brasília. Combinamos nos ver. Sugiro o Frans Café da 208. Ela me corrige dizendo que é 209. Ela chega e nos abraçamos, meio rápido de mais para a ocasião, e sorri empenhadamente como sempre tem feito todos esses anos. Eu agradeço a ela pela sua presença e ressalto a honra de tê-la... sobre os meus olhos - acho que quis ser simpático. Ela sorri afastando o cabelo da face e me mostra seus olhos cheios de lembrança. As palavras vão pulando, aos poucos, de seus lábios umedecidos e o passado me vem derrepente. Derrepente as lembranças se tornam claras de mais, cheias de gosto e cheiro. Derrepente estávamos alí. Derrepente o pai dela liga. Às vezes me perdia em suas frases, imaginando o que dizer logo em seguida ou por observá-la mais atentamente tentando entender suas mudanças. Ela tem sonhos firmes de mais para sua idade - talvez eu comecei a compreender o porquê disso. Eu queria tê-la mais vezes ao meu lado, ouvido seus anseios e cumprindo suas vontades - talvez como forma de conseguir perdão. Mas nossos sorrisos espontâneos me mostraram que isso não era mais necessário. Talvez eu devesse desrespeitar todo esse papo de tempo e dizer a ela do amor que existe acima dos apaixonados, mas não sou tão foda assim e penso que o tempo dirá melhor. Eu digo a ela não me esquecer e lhe dou uma manga, que achei na rua. Ela sorri e agradece daquele jeito sem graça totalmente peculiar. Eu preencho minhas mãos com suas faces e tento repetir passados nostálgicos - acho que ela se assustou. Nos abraçamos pela última vez e sinto seu corpo se acomodar no meu - como bons amigos que ganham a confiança um do outro. Ela se vai e derrepente não tenho mais medo de dizer que a amo. Ela se vai, meio rápido de mais para a ocasião, e nossas imagens vão ficando amareladas, como fotos antigas pregadas na parede.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Poema para Gunesch

A tua lembrança, em mim, parece sempre vir
da brancura do teu sorriso - enquadrado pelos teus
finos e atrativos lábios.
A tua lembrança, em mim, parece sempre vir
dessa maneira peculiar de como o teu cabelo
existe, de como o teu cabelo lentamente
se interpõe na direção de teus olhos
e de como, consequentemente, você me olha
entre os fios lisos e brilhosos.
A tua lembrança, em mim, é exatamente assim:
Meio forte, meio fraca, meio calorosa e meio sei lá o quê.
A tua lembrança é meio saudosista.
A tua lembrança meio que se faz.
das remanescências prazerosas de minha mão tocando o teu corpo;
de meus lábios umedecendo a tua boca;
de meus braços tentando conter o teu forte calor.
A tua lembrança, em mim, parece sempre vir
quando minha boca sente sede de tua saliva,
quando meus dentes e língua sentem falta da pele branca do teu corpo,
quando meus olhos se abrem, ao amanhecer, e lá está você, assim, simplesmente você...
exaustivamente você, cheia de beleza, de sorrisos, de olhares finos e puxados, de lábios, de seios, de vontades, de desejos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Dois corpos

Derrepente eu digo a elas que seus corpos nus contra a luz que atravessa a cortina eh muito bonito, eh muito poético. Elas continuam em silencio fumando cigarro e com os olhos vagos na penumbra do quarto. Meu pau entumecido encosta na cerâmica e eu fico querendo ir embora - andar pela noite silenciosa das entrequadras. Alguns silêncios foram dilatados e fomos dormir cheirando a sexo.

Saindo do Beirute

Eu digo a ela, limpando nossas salivas da minha boca, que talvez eu estivesse apaixonado. Ela diz com os lábios cheios de volúpia, que não eh assim que funciona e me beija. Eu fico ali tentando tirar palavras de seus beijos e querendo entendê-la, mas ela sempre se aproxima sorrindo sedutoramente e me olhando nos olhos e cheirando minha face bem lentamente - acho que ela aprendeu isso comigo. Ela tenta concordar com os meus pensamentos de velho, mas eu sei que ela não consegue. Ela se despede me beijando como se fosse pela ultima vez.

O movimento manso do Lago

Depois de vários goles em uma Gabriela ensacolada e de um bec, eu pergunto sobre seu ultimo namorada. Ela diz com uma voz delicada que nunca teve um. Pergunto, um tanto surpreso, se realmente ela nuca teve um relacionamento. Ela, meio tonta e sonolenta, nega sutilmente com a cabeça deixando de me olhar nos olhos. Um curto silencio se sucede e ficamos observando o movimento manso do Lago. Agente vai embora e eu fico cheirando aquela pele frágil e preenchendo minhas mãos com ela. Ela pergunta se tenho certeza antes de penetrá-la/ digo que sim e suas unhas dos dedos finos afundam em minhas costas. Agradeço a ela pelo seu corpo naquela noite solitária/ ela sorri timidamente e me beija sem muito esforço nos lábios.

conversa de sms

Vc vai viajar hj ne?
Boa viagem linda. Se
rolar, ve se traz um
pouco do sol do rio
p mim.

Ja estou aqui e ta
fazendo 40 graus!!!
Levo sim!!! Coloco
num potinho junto
coma agua do mar!!
Rsrsrs boas ferias p
vc! Aproveita ai!

Uma imagem qualquer

Como Borboletas que ficam sobrevoando os gramados de longos capins sobre os raios de sol entrecruzados

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Em uma noite de chuva

Ela parece ter os olhos umedecidos, assim bem de leve. Penso que talvez possa ter sido lagrimas, mas logo deixo de pensar para mirar sua boca entreaberta. Ela termina de tomar banho e pergunta se eu tambem nao quero, digo que nao tirando a camisinha. Ficamos ali no seu sofa improvisado de sua cozinha dilatando nossos silencios e bebendo suco de uva. De certa forma eu a conduzo para que me ame - acho que inconscientemente - falando baixo e cheio de manhas. Ela se mantem extremamente simples, sem me olhar tanto nos olhos - acho que gostei disso. Talvez eu tenha lhe dito varias vezes que o seu beijo eh bom, acho que ela achou estranho. Gostava de como seus cabelos crespos intervinham na dire;ao do seu olhar, as vezes fazia questão de tirá-los em um gesto forçosamente poético. Nao sei bem, mas talvez a poesia só tenha existido nos nossos corpos nus. Ela diz com um sorriso que eu durma com ela/ digo que nao posso, que tenho de acordar cedo amanha e vou embora - certamente ela percebeu a mentira. A chuva se intensifica e eu subo o eixao com os cabelos molhados.

J[E BEDEU

Z[e Bedeu tinha a famosa fama de raça - mais um daqueles espíritos sujos e carentes que por algum motivo rejeitam , talvez inconscientemente, as coisas boas da vida. Um rasgo no p[e, por exemplo, aberto pelo seu descontentamento com a normalidade das coisas, não o impediu de dar a sua cotidiana caminhada at[e {a universidade que, por acaso, tinha imensa repulsa. Deixando pequenas manchas do seu sangue ralo pelo caminho, Z[e Bedeu seguia independente da dor e da inconveniência de deixar seu sangue, certamente sem valor algum, por onde passava. E o que eram os olhares dirigidos para Z[e Bedeu?! Nada agrad[aveis ou simp[aticos. Geralmente as poucas pessoas que tinham a ousadia de olhar em seus olhos em uma daquelas r[apidas cruzadas de olhares nas passagens das passarelas da Asa Norte ou nas cruzadas de faixas de pedestres, geralmente essas poucas pessoas, se n'ao se assustavam, logo petrificavam em suas faces, sem muita importância, uma especie de olhar sujo; decerto um olhar com as mesmas caracter[isticas que Z[e Bedeu tinha para com sua universidade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

influencias bukowskianas

Eu digo a ela que o seu beijo é preenchido, é um tipo de elogio peculiar, ou pelo menos imaginei ser. Ela sorri daquele jeito meio adolescente e um tando sem graça. Eu digo a ela que gostaria de comê-la e, tendo-a com suas pernas envoltas em minha cintura - sentados naquele meu colchão fudido -, ela balança a cabeça negativamente mas quase gozando. Ela carrega nos olhos um peso que visivelmente a impede de sorrir; acho que gostei disso. Agente deitou na rede e ficamos viajando nas letras dos Racionais. Eu sentia suas buceta pressionar o meu pau repetidas vezes, como se o peso de seus olhos, por apenas um estante, deixasse de existir. Ela diz que tem de ir embora, assim, meio que do nada e começa a colocar a blusa. Eu fico puto e pergunto, não tão puto assim, por que ela não vai me dá. ela diz que agente mal se conhece e eu a mando tomar no cu, em pensamento, é claro.