quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

J[E BEDEU

Z[e Bedeu tinha a famosa fama de raça - mais um daqueles espíritos sujos e carentes que por algum motivo rejeitam , talvez inconscientemente, as coisas boas da vida. Um rasgo no p[e, por exemplo, aberto pelo seu descontentamento com a normalidade das coisas, não o impediu de dar a sua cotidiana caminhada at[e {a universidade que, por acaso, tinha imensa repulsa. Deixando pequenas manchas do seu sangue ralo pelo caminho, Z[e Bedeu seguia independente da dor e da inconveniência de deixar seu sangue, certamente sem valor algum, por onde passava. E o que eram os olhares dirigidos para Z[e Bedeu?! Nada agrad[aveis ou simp[aticos. Geralmente as poucas pessoas que tinham a ousadia de olhar em seus olhos em uma daquelas r[apidas cruzadas de olhares nas passagens das passarelas da Asa Norte ou nas cruzadas de faixas de pedestres, geralmente essas poucas pessoas, se n'ao se assustavam, logo petrificavam em suas faces, sem muita importância, uma especie de olhar sujo; decerto um olhar com as mesmas caracter[isticas que Z[e Bedeu tinha para com sua universidade.

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