Parece que carrego nos olhos um tremendo peso. E além do peso uma certa noite, tão abituada em si mesma que o dia parece ter nunca existido.
Parece já não doer o que outrora me fazia mal. Tudo é tão pouco e extremamente vazio.
Tenho nas mãos algumas poucas páginas rasgadas do tempo. É o que me resta.
Parece não cessar a constancia que o divino me faz de parar, de desistir, de ignorar os sonhos e viver consequentemente na umidade de lágrimas que nunca secam.
Carrego na boca uma lebrança que puts... dói pra caralhos. Um beijo. Um cheiro. Um calor.
E tudo parece se findar em si mesmo, sem mais propósitos e finalidades.
Nada mais é importante.
Aqui se finda um a série de crenças cujos objetos cridos nem se quer existiram.
E só agora eu vejo. Porra, quanta escuridão nesse passado! Agora parece ser tarde. já me sinto velho demais. Incapaz para uma nova crença em algo que certamente será vão.
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