domingo, 20 de novembro de 2011

Ela diz que tem que ir embora, que marcou um compromisso {as 10hs da manh'a de um domingo nostálgico e cheio de sol. ~Mas puts, em pleno domingo, cara?~ eu digo com o sexo intumescido e vontades levemente reprimidas. ~Voce n'ao quer vir comigo?~ ela diz, com um sorriso amassado sobre os l[abios. Acho que o corpo dela, quase sempre jazido de lado, de costas para mim, fez-me lembrar v[arias coisas boas - tempos de normalidade e de dias apaixonados. Fazia tanto tempo que nem sabia mais como era dormir sendo aquecido por um calor, um calor de verdade, que se disp'oe aos outros calores sem muitas priva;'oes ou moralismos. Talvez eu tenha gostado do modo como voce se entrega... As coisas, atualmente, n'ao costumam se entregar assim, pelo menos para mim - n'ao sei - uma pobre alma idosa que costuma carregar o mundo em suas costas esqualidas. Mas o mais foda de tudo, [e que nem da ela me deu.

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