quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

o teatro e o dono da venda

Moleque cansado feliz, diz ter visto o que jamais na escola vira, De uns home barbado amostrado fazendo gaiatice prus outro rir. Teatro. Tea o que menino?! – A mãe pinicando o de comer. Teatro. E sabe o que o moço personagem lá do teatro disse pro povo rir uma hora? Que o braço dele era bruto, duro igual o pão de queijo do Seu Heleno. Parou de pinicar o de comer com o furor exclamativo, a mãe. Disse o quê, menino?? É disse que era duro igual o pão de queijo que meu pai vende. E todo mundo morrendo de mostrar os dentes. Todo mundo, menino?, a mãe. Generalizado, o moleque! Ai teve ela o recolhimento ensimesmado, Desgraça de Heleno! E eu morrendo de avisar o desgraçado que a desgraça da receita não era aquela, desgraça! Todo mundo riu, menino? contido os mestre também? Também! Generalizado! Aí teve ela outra vez no recolhimento encabulado, a mãe. Mas que desgraça de Teatre é esse! A desgraça do moço personagem também vai cismar de falar de tal maneira! Pra todo mundo saber e ainda rir do que souberam! Desgraça! Oi, menino – a mãe, no exílio do seu encabulamento – você trate de num ver esses negócio de teatre não, viu? Isso aí é besteira.

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