Sabe aquelas dores?
Aquelas que insistem em persistir
Mesmo nos momentos impróprios de suas doces existêcias?
Sabe aquelas lágrimas?
Aquelas que rotineiramente percorrem os mesmos trajetos na face.
Aquelas cujos destinos se desconhece e as origens são maçantes, pujentes, perenes,
Sabe?
Sabe aquela vida?
Aquela vida que se vai
Aquela vida que se foi
E que por pura conciência, ou não,
Deixamos que ela fosse sem impecílhos ou intentos significativamente grandes que impedisse o seu percusso natural de se ir?
Sabe?
Sabe o nada?
Sabe o vazio?
Sabe o estado quase permanente do peito que por mais óbvio que nos possa parecer é tão indeterminado e dolorido?
Que por mais amórfico e imponderável é o que mais nos toma e o que mais nos pesa e, que ainda sendo o vazio, compõe-se quase que completamente daquilo que somos feitos?
Sabe as rosas?
Aquelas coisas que consideramos insignificantes e que um dia, por pura perca de tempo e falta de vida verdadeiramente importante e científica, foi simbolo do meu amor?
Sabe aquele sonho?
Aquelas coisas tão futilmente desejadas?
Sabe aquela boca? Aquele beijo? Sabe?
Sabe isso tudo?
Pois é...
Tudo tão unicamente dores, lágrimas, vida, nada, rosas, sonhos e beijos.
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seeei...
ResponderExcluirlindo isso!